domingo, 8 de agosto de 2010

Capítulo 22: E-mail

Depois daquela discussão, rezava para que o sono me livra-se de toda aquela agonia que eu sentia.
Dormi, acordei com os raios de Sol batendo diretamente em meus olhos. Levantei-me, me troquei, penteei o cabelo e escovei os dentes antes de descer, como de costume.
Lembrei-me da frase que havia criado ontem a noite e anotei-a rapidamente em um pedaço de papel, guardei-a em meu bolso e desci.
Vovó estava sentada na mesa da cozinha, lendo um jornal, e de vez em quando, levva á boca uma xícara de chá, os hábitos ingleses, aprendidos ainda na infância, não fora esquecidos. Elizabeth estava sentada no sofá, assistindo algum programa qualquer de TV. Não  localizei Michael.
"Bom dia." - acenei para as duas.
"Bom dia!" - ambas me responderam.
Sentei-me ao lado de Vovó, coloquei uma xícara de café para mim, e me afundei na cadeira, sem dizer uma única palavra.
"Michael me contou sobre ontem, que você seguiu alguém que estava no jardim. Foi muito corajosa, eu não teria feito o mesmo, mas, o melhor seria você ter nos avisado."
"Sim eu compreendo, da próxima vez, espero que não haja próxima vez, vou avisá-los."
"Prometo ficar mais atenta á qualquer visão, qualquer pressentimento, todos ficaremos mais alerta agora." - ela prometeu pegando em minha mão.
Sorri.
"Onde está Michael?" - perguntei tentando esconder minha aflição, que por um instante, imaginei que havia passado.
"Está lá fora, sentado na calçada, observando, como ele mesmo diz: 'As coisas mais simples e belas da vida, ouvindo o canto humilde dos pássaros, vendo as pessoas, no vai e vem da rotina, vendo os raios de Sol despontarem no horizonte, cortando a escuridão da noite, e anunciando um novo dia'."
Demorei alguns segundos para processar tudo o que ela havia dito, palavras simples mas que tocam no mais profundo de suas emoções.
Não disse nada, terminei meu café, e ajudei com a louça.

Almoçamos, Elizabeth se encarregou de arrumar a cozinha, e foi trabalhar.
"Vocês tem computador aqui?" - perguntei á Vovó.
"Sim, está na sala perto da TV, pode usá-lo."
"Obrigada."
Peguei o notbook, e o iniciei, li os meus e-mails acumulados e um me chamou atenção, era de Antonietta Gerard, uma garota que era do mesmo orfanato que eu, costumávamos conversar ás vezes, não éramos exatamente amigas, mas nos divertíamos juntas.
Abri o e-mail:

"Olá Emanuelle, não sei se você irá se recordar de mim, mas peço que leia este e-mail até o final.
Eu dormia no mesmo quarto que você no orfanato de Nova York, quando crianças, brincávamos juntas, sou aquela garota que se vestia com estampas florais, cabelo preto e longo, Antonietta, você me chamava de 'Annie', (An)to(nie)tta, ignorava os t's do meu nome. Bom gostaria de conversar com você novamente, vamos marcar um café, pode ser em qualquer lugar que queira, me telefone, seria muito bom revê-la. Obrigada."

Antonietta Gerard...

No final do e-mail, havia seu número de telefone. Visitei um site de notícias e logo desliguei o computador.
Perguntei á Vovó, se ela sabia de algum café ou biblioteca, legal, para eu e Antonietta nos encontrarmos, eu lembrei-me que ela gostava de ler.
Liguei para ela e combinamos o local e a hora, no fundo eu sentia uma simples e tímida felicidade, mas também uma pontada de desconfiância, talvez pela coincidência de ela morar também aqui em Roma.

3 comentários:

Catarina disse...

ja peguei se banner também, pe ga o meu!

Maria Luisa disse...

Bom, não li a historia inteira pois são 20 e poucos capitulos nao? rs
mas li esse aqui e você escreve muito bem garota! tem potencial :)

bjs

Tamires Shiokawa disse...

**muito suspeita a Antonietta kk
bj